terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sem nunca ter sido preso, acusado do furto ao BC terá pena reduzida

Passaram 13 anos desde o maior furto a banco da história do Brasil. O crime, que teve como alvo o Banco Central, em Fortaleza, permanece cercado por incógnitas. Dentre aquilo que nunca se resolveu desde o episódio, ocorrido no ano de 2015, está a prisão de um dos condenados. Ousado e silencioso, como no furto, Antônio Artenho da Cruz, o 'Bode', nunca foi, sequer, capturado. Porém, teve a pena, que nunca cumprirá, reduzida. 

A defesa de 'Bode' foi comunicada, ontem, que a Justiça decidiu em favor dele pela extinção da punibilidade pelo crime de formação de quadrilha. 

Artenho da Cruz, no entanto, permanece na condição de foragido pelos crimes de lavagem de dinheiro e furto qualificado. Artenho, nascido em Boa Viagem, a cerca de 220Km de Fortaleza, é o único envolvido no furto que nunca foi preso. Apesar da decisão expedida pela 12ª Vara da Justiça Federal do Ceará, não há previsão de que ele se entregue. 

"Esclarecemos que encontra-se em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ), habeas corpus requerendo a decretação da extinção da pena em relação ao delito de lavagem de dinheiro, por atipicidade da conduta", disse a advogada Erbênia Rodrigues, que representa a defesa de 'Bode'. 

Há pouco mais de um ano, em junho de 2017, o STJ decidiu reduzir a pena de Artenho de 27 anos e sete meses para 13 anos de prisão. Agora, a previsão, é que mais três anos sejam descontados da pena. A maior sentença contra ele foi proferida em decisão de janeiro de 2008.

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