quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Vereador é assassinado com 26 facadas em Maceió

O vereador por Maceió Silvânio Barbosa (MDB) levou 26 facadas e agonizou por horas antes de morrer, foi o que revelou a perícia. A informação foi passada nesta segunda-feira (10) em uma entrevista coletiva na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). 

O laudo final da perícia deve sair em até 20 dias, mas os detalhes do assassinato foram antecipados pela Polícia Civil. O suspeito do crime, Henrique Matheus da Silva Sousa, 18, foi preso no município de Pombal, Sertão da Paraíba. Ele chegou a dizer que deu 50 facadas na vítima, mas a perícia contradiz essa informação. 

O crime aconteceu na noite de quinta (6), dentro do apartamento dele no Benedito Bentes, mas o corpo só foi encontrado na manhã de sábado (8). O sepultamento aconteceu na noite de domingo (9), após uma carreata acompanhada por milhares de pessoas. 

"Foram 26 golpes, mas poderia ter sido mais. Houve um momento em que o Henrique parou de golpear a vítima e atendeu a alguns pedidos de Silvânio, que pediu água, um travesseiro e um ventilador", explicou o delegado Fábio Costa, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic). 

As investigações apontam que o crime foi premeditado. Sousa é natural de Pombal, e estava vendendo cadeiras em Alagoas quando conheceu Silvânio Barbosa, há cerca de 15 dias. Eles tiveram um primeiro encontro, e depois o vereador foi procurado por ele para um segundo encontro. 

O suspeito teve sua prisão preventiva decretada nesta tarde. Em depoimento à polícia, ele admitiu que, já no primeiro encontro, observou os pertences de valor que o vereador tinha em casa, além do carro, e que começou a planejar o crime. 

"Ele disse que gostava muito de carros e que o objetivo dele era levar o carro de Silvânio para circular na cidade de Pombal, na Paraíba. Silvânio chegou a oferecer R$ 10 mil para ele ir embora. O primeiro golpe foi dado por volta das 20h30. Silvânio agonizou até depois de meia-noite, Henrique ficou no apartamento até se certificar de que Silvânio não esboçava mais nenhuma reação", disse o delegado.

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